Volume 3, Número 5, Dezembro de 2006
Artigos

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Demanda por informação: meios de comunicação mais utilizados, confiáveis e preferidos por agentes do agronegócio
Ana Paula da Silva, mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP

Resumo: O objetivo central é entender a dinâmica de agentes do agronegócio na busca por informação que subsidie suas atividades econômicas. Leva-se em conta a hipótese de que o uso eficientemente combinado dos meios pode melhorar o nível de informação do público e contribuir para o seu desenvolvimento. O foco se mantém na inter-relação entre os meios tradicionais e os on-line (novos). Agentes do agronegócio foram entrevistados por meio de dois questionários eletrônicos; do primeiro, participaram 179 e do segundo, 94 profissionais. Note que 100% da amostra usa correio eletrônico. Entre outros resultados, soube-se que a internet, para este público, é o meio mais utilizado e preferido para a obtenção de informações agropecuárias, sendo ainda o que mais ganhou importância de 2000 a 2004. Tais entrevistados mostraram desinteresse pelo rádio.

A elaboração de um informativo para o fortalecimento dos processos comunicacionais entre a Cooperativa de Crédito Rural de Pains e seus associados
Halph Carvalho de Oliveira é graduando em Comunicação Social e seu foco de interesse está no estudo da imagem institucional das organizações.

Resumo: Este artigo trata do significado de um informativo para a consolidação da imagem da Cooperativa de Crédito Rural de Pains. A marca da instituição e a sua relação com seus associados são os principais pontos responsáveis pela sustentabilidade da comunicação dentro da cooperativa. Apresentam-se propostas capazes de promover a interação pretendida entre a organização e seu público alvo, que são os cooperados. Dentro da perspectiva institucional pretende-se construir uma imagem mais solidificada da instituição por meio de artifícios como um informativo mensal. Nesse prisma é proposto neste artigo uma comunicação comunitária que trabalhe os anseios dos associados e articule a comunhão da identidade organizacional com a imagem formada.

A rotina produtiva do Jornal Antares 2ª edição da rádio Antares AM 800
Janaína Ribeiro de Brito é aluna do Curso de Especialização em Tendências e Perspectivas do Jornalismo - UFPI - 2006. Graduada em Comunicação Social pela UESPI.

Resumo: Este artigo pretende discutir os procedimentos da rotina produtiva do Jornal Antares 2a Edição, que é veiculado diariamente, na Rádio Antares AM 800, das 11h30 às 12 horas a partir do método do "ir para ver" que consiste na coleta de dados diretos e indiretos. Os dados diretos foram colhidos nas entrevistas formais e informais e nos registros fotográficos da redação realizados a partir de uma observação atenta para descrever detalhes que compõem a rotina produtiva. O contato direto com o local da pesquisa mostrou-se como alternativa válida e metodológica, porque não existiam dados secundários ou indiretos sobre a Rádio Antares que pudessem ser encontrados em arquivos, livros, sites de informação, jornais ou revistas. Como afirma Ferrara o método do "ir para ver" utilizado através do levantamento de dados diretos pode alimentar a pesquisa, uma vez que, os dados secundários mostrarem-se insuficientes. O segundo para contrapor ou afirmar o primeiro. Neste trabalho as reflexões sobre radiojornalismo se aproximam do processo interno de produção da notícia, possibilitando o tratamento das informações no próprio âmbito da redação e a compreensão do contexto sociocultural sobre o qual se atua.

Ciência Econômica e desafios ambientais: divulgação da proposta do novo modelo de desenvolvimento econômico pela economia ecológica
Liege Karina Souza Lazanha é advogada e consultora ambiental. Prestadora de serviço na Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Campos. Mestre em Saúde Pública, Departamento de Saúde Ambiental da USP. Membro do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública - IBAP.
E-mail: liege.karina@gmail.com

Resumo: Este texto propõe reflexões sobre questões do desenvolvimento econômico e os desafios ambientais, partindo de fatores históricos que levaram aos padrões de produção e de consumo enraizados nas sociedades atuais. Propõe uma adequação desses fatores face à realidade ambiental e os novos atores sociais. Estas reflexões iniciam-se das perspectivas advindas da evolução histórica das civilizações até a dinâmica econômica atual para, em seguida, propor alternativas a esse padrão de desenvolvimento econômico por meio da ponderação do conceito de desenvolvimento sustentável como normativo ao desenvolvimento almejado pela corrente economia ecológica.

Educação Ambiental e Cultura Popular na TV Regional: Um Estudo de Caso do Programa Terra da Gente
Maria Alice Campagnoli Otre é mestranda da Universidade Metodista de São Paulo e graduada em Jornalismo pela Universidade de Marília

Resumo: A regionalização da mídia merece destaque no cenário da pesquisa em Comunicação no Brasil, principalmente no que diz respeito aos fluxos e contra-fluxos informacionais. Exemplo de produção de mídia regional, o programa Terra da Gente, foi lançado em 1997 pela EPTV, afiliada da Rede Globo de Televisão, e privilegia conteúdos regionais como pesca, receitas culinárias, personagens locais, pontos turísticos e música de raiz. É distribuído por 21 emissoras de sinal aberto em seis estados brasileiros e também pelo Canal Internacional da Globo para 46 países. A pesquisa - qualitativa - parte do conceito de mídia regional e se baseia em pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas e análise de conteúdo e resulta em estudo de caso numa perspectiva descritiva do programa Terra da Gente. Conclui-se que, além de se caracterizar como produção regional, o programa é educativo ao abordar temas como conservação ambiental e consciência ecológica; e cultural ao divulgar expressões artísticas e características próprias da população, além de revelar o potencial de contra-fluxo das informações coletadas e tratadas regionalmente.

A Construção das Práticas de Comunicação Social sob o Ponto de Vista da Reflexão Interdisciplinar: Meio Ambiente, Mídia e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia a Partir da Década de 90
Neusa Gonzaga de Santana Pressler é jornalista, pós-graduada em marketing pela ESPM-Escola Superior de Propaganda e Marketing (São Paulo) e mestre em Planejamento do Desenvolvimento (NAEA/UFPA), Doutoranda em Planejamento do Desenvolvimento Trópico Úmido (NAEA/UFPA) e professora do departamento de comunicação social da Universidade da Amazônia.
E-mail: neusapressler@yahoo.com.br

Resumo: O presente trabalho é parte da pesquisa da tese de doutorado (NAEA/ UFPA, 2005) e tem por objetivo abordar a questão ambiental sob enfoques específicos: práticas de comunicação social, mídia e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Os resultados ainda não são conclusivos, mas apresenta reflexões metodológicas, teóricas e dados que contribuem para o debate sobre a pesquisa, cujo foco encontra-se na convergência da comunicação social e o meio ambiente. A partir dessa pesquisa, foi possível identificar diferentes interesses de atores sociais e a necessidade da visão interdisciplinar para analisar as estratégias de práticas de comunicação social que envolvem Órgãos Governamentais e organizações de cooperação internacional que desenvolvem canais de comunicação com comunidades para promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia a partir da década de 90.

Jornalismo Ambiental e consumo sustentável (O aquecimento global também tem origem no consumismo desenfreado)
Pedro Celso Campos é jornalista profissional desde 1969, graduado pela Universidade de Brasília, e há dez anos ensina "Produção Jornalística - Técnicas de Reportagem e Entrevista" e "Jornalismo Impresso III" na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP, campus de Bauru, onde, Coordenador de Ensino do Departamento de Comunicação Social. defendeu sua tese de doutorado em 2006, na ECA-USP, sob o título "Jornalismo Ambiental e Consumo Sustentável - Proposta de Comunicação Integrada para a Educação Permanente", m324 p., sob orientação do Professor Dr. Luiz Barco. Dessa tese foi retirado o presente artigo.

Resumo: Até quando a natureza suportará o "paradigma do consumo" que norteia, há várias décadas, o comportamento da sociedade humana? Que conseqüências recairão sobre o ecossistema quando a produção de lixo se originar de 9 bilhões de pessoas em meados do presente século - conforme dados da ONU - e não dos atuais 6,5 bilhões? Podemos considerar ético um modelo econômico baseado no produtivismo, que privilegia apenas os lucros e por isto fabrica produtos altamente danosos ao meio ambiente como as embalagens plásticas, por exemplo, ou com obsolescência programada para serem logo repostos, ou nocivos à saúde como pesticidas e até certos alimentos e medicamentos? O que podem fazer os jornalistas por um mundo melhor se eles mesmos acabam se tornando peças de reposição na formidável engrenagem da mídia? Como educar para o consumo sustentável, para o comércio justo se a ética é relegada a plano secundário? Porque a maioria dos governos nacionais não apoia, com legislação adequada, as entidades ambientalistas voltadas para a cultura da paz e a salvação do planeta? Neste artigo veremos que ser um jornalista comprometido com o meio ambiente é aceitar o desafio de mudar o mundo, nada menos.

O telejornalismo rural na TV regional : o nosso campo de cada dia
Tina Tavares é jornalista pela Universidade Estadual de Londrina-UEL/ Paraná e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Marília - SP - Brasil. Durante dez anos a jornalista foi repórter da Rede Globo nos estados de São Paulo e Paraná. Além de se dedicar ao telejornalismo de rede nacional e regional Tina Tavares produziu reportagens especiais para o Programa Globo Rural. Hoje desenvolve pesquisas sobre a produção do telejornalismo rural.

Resumo: O trabalho trata de aspectos da mídia regional no contexto do telejornalismo rural. Hoje a produção de programas rurais na televisão brasileira tem sido impulsionada pelo crescimento do agronegócio no país e pela contribuição da ciência no desenvolvimento de novas tecnologias para o setor. As redes regionais de TV, muito mais próximas desta realidade, têm sentido uma necessidade de responder a esta situação. A criação de programas rurais nas emissoras de rede aberta do interior do Estado de São Paulo é um exemplo desta nova demanda por informação especializada.O objetivo do texto é examinar esta produção a partir do surgimento do programa rural Nosso Campo da TV TEM -afiliada da Rede Globo. Trata-se de uma análise qualitativa através de estudo de caso descritivo com base em bibliografia, documentos e entrevistas. Os resultados apontam para a formação de uma rede regional de telejornalismo rural com atuação e inserção para além do traçado da área de cobertura da TV TEM .

Inovações tecnológicas para desenvolvimento da agricultura familiar: uma simples questão de disponibilidade e utilização?
Zenildo Ferreira Holanda Filho é Eng. Agrônomo Embrapa Rondônia, aluno do Curso de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Universidade Federal de Rondônia -UNIR.
E-mail: zenildo@cpafro.embrapa.br

Resumo: A ênfase nas inovações tecnológicas como fator de aumento da competitividade da agricultura brasileira é matéria de destaque quando se considera o agro negócio de exportação cuja produção se baseia em sistemas que mobilizam grandes quantidades de insumos e capital, totalmente direcionados ao mercado. Entretanto, quando se trata de sistemas de produção na pequena agricultura familiar, a disponibilidade de novas tecnologias nem sempre consegue contribuir para mudanças significativas dos níveis de renda e melhoria da qualidade de vida dos agricultores. Este artigo se dispõe, a partir de pesquisa bibliográfica, discutir de forma sucinta, mas objetiva, a questão da utilização de inovações tecnológicas pela agricultura familiar, ressaltando-se as dificuldades e limitações no processo e sugerir soluções possíveis para o problema.